Este "composto varejista" nada mais é do que a somatória de todas as variáveis que definem a estratégia e a forma de atuação mercadológica de um varejo. Resumidamente, podemos pensar nas seguintes variáveis: Produto, Preço, Ponto (localização), Apresentação do local, Comunicação e Atendimento pessoal. Esta variáveis são conhecidas como os "6
P's" do varejo.
Produto: aqui pensamos em toda a linha de produto que a loja possa oferecer, o que dá, de certo modo, a "personalidade" da loja (por exemplo, "esta é uma loja com produtos finos ou populares?"). Aqui, há duas decisões importantíssimas a serem tomadas: a amplitude (número de linhas de produtos) e a profundidade (número de ítens de produto por linha) desejadas. Uma loja pode ser reconhecida por ter uma grande amplitude ("lá tem de tudo") ou por sua profundidade ("é especialista em produtos esportivos").
Grandes lojas de departamento ainda atraem muitos consumidores por oferecerem uma combinação forte entre estas duas decisões, pois oferecem grande amplitude - inúmeras seções de loja - com grande profundidade - muitos ítens de produtos e opções de compra em cada seção.
Ampliando o conceito de produto, devemos também pensar nos serviços adicionais que podem ser acrescentados e oferecidos, como uma "entrega à domicílio", ou uma "venda expressa", um serviço de empacotamento, e assim por diante;
Preço: consideramos nesta variável não só o preço em si de cada item, mas também a política de preços da empresa, o que inclui fornecimento de crédito, descontos, aceitação de cartões de crédito e de cheques pré-datados, etc. Aqui forma-se um dos aspectos importantes da imagem de um varejo, em relação ao comportamento de compra do consumidor, já que ocorre o conflito "esta é uma loja careira" versus "esta é uma loja barateira". Ambas as possibilidades são válidas, dependendo do tipo de negócio em questão. Nenhum lojista gosta da imagem de "careiro", mas pode ser até muito boa uma política de "preços altos" (ou "premium price") para uma boutique de luxo, na medida em que estes preços denotem sofisticação e exclusividade;
Ponto: uma das variáveis mais importantes em varejo, o ponto define muito do sucesso ou fracasso de um negócio em atrair a sua clientela. Aqui, há tanto a preocupação com a "macro-localização" (em que cidade ou bairro vou localizar a minha loja) como com a "micro-localização" (em que rua ou casa/prédio vou localizar minha loja). A decisão de localização é muito importante, pois define não só o público que se vai atingir, como também o próprio montante de potenciais clientes que terão acesso à loja. Dependendo do tipo de negócio, a atratividade de uma determinada loja pode ser muito prejudicada por um ponto equivocado. Deve-se considerar sempre a área de influência inerente a cada ponto;
Apresentação: não basta ter uma bom ponto, este deve ter uma apresentação visual eficiente e coerente com a proposta do negócio. Aqui, pensamos então na decoração, no lay-out de loja, na distribuição das mercadorias pelas prateleiras, iluminação, uso ou não de música ambiente, enfim, tudo voltado a criar uma atmosfera agradável e propicia à venda;
Comunicação: a loja precisa ser conhecida no mercado. Assim, a comunicação bem feita inclui propaganda, promoções, divulgação via assessoria de imprensa, concursos, enfim, uma gama de ações que atraia o cliente à loja e que, uma vez ele haver adentrado, facilite e estimule a venda . Para muitos varejos segmentados, voltados para públicos específicos, o Marketing Direto pode também ser utilizado. Mas não basta apenas vender: os varejos que prezam pela excelência procuram manter a sua clientela para sempre, realizando, para isso, um trabalho de pós-venda e de assistência ao cliente na solução de eventuais problemas.
Atendimento pessoal: o varejo se caracteriza pela venda pessoal, na qual o cliente entra em contato diretamente com o vendedor, que vai lhe prestar o serviço efetivo de venda das mercadorias desejadas. Um bom atendimento deve ser atencioso, gentil, e, principlamente, não focado apenas no "vender a qualquer custo", mas sim orientado a satisfazer às necessidades reais do cliente. É preferível perder uma venda imediata ao invés de "empurrar" um produto indesejado para o cliente. Este poderá se arrepender da compra e culpar o estabelecimento por isso. Ao contrário, se o cliente for atendido bem, mesmo não comprando ele estará criando uma imagem positiva do negócio, o que certamente o trará de volta no futuro.
Estes "6 P's" constituem-se nas variáveis mais importantes que um varejista deve pensar para diferenciar e bem posicionar o seu negócio no mercado. Na mente de seus consumidores, ocorre uma comparação entre diferentes lojas baseadas nestas variáveis,
obviamente de uma maneira sutil e até subconsciente. O consumidor extrai desta comparação a sua decisão de compra, e é nesta decisão que o empresário varejista deseja influir, visando, obviamente, gerar clientes para o seu negócio.
Ora, realizar esta comparação é possível tanto para grandes, como para pequenos negócios. Há uma idéia básica em Marketing de varejo, que define muito como esta análise pode ser útil. Costuma-se dizer que o sucesso do varejo está no cuidado com os detalhes ligados aos "6 P's", o que pode ser resumido na expressão inglesa "retail is detail" ("o varejo está nos detalhes"). Com isto, muitos autores colocam que o sucesso do varejo está em esse se diferenciar de seus concorrentes em cada aspecto dos "6 P's". O curioso é que basta ser um pouco melhor em cada variável, ou, pelo menos, na maioria delas, para que se tenha uma diferenciação frente à concorrência.
É fácil exemplificar este fato: se há duas lojas concorrentes localizadas lado a lado, ambas com porte e decoração semelhante, oferecendo linha de produtos, política de preços/descontos, atendimento e política promocional semelhantes, qual loja um potencial consumidor escolherá para realizar suas compras? O que levará à clientela preferir um ou outro negócio será, basicamente, pequenas diferenças que uma loja consiga estabelecer em relação à outra. Às vezes, estas diferenças são tão pouco perceptíveis que o mercado se divide entre ambas as lojas, de modo um tanto quanto indiferenciado. Eis aí uma questão chave para o lojista: "como diferenciar minha loja, para atrair mais clientela?" Afinal, talvez esta divisão "tão fraterna" de negócios apenas esteja prejudicando o desempenho de ambas as empresas, podendo até mesmo comprometer a sobrevivência de ambas a longo prazo.
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domingo, 6 de novembro de 2011
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Comunicar e relacionar: É o foco das EMPRESAS
IMPORTÂNCIA DO MERCHANDISING E DA PROMOÇÃO DE VENDAS COMO UMA DAS MAIS EFICAZES FERRAMENTAS DO COMPOSTO MIX DE MARKETING. ESCLARECE O PAPEL DE CADA UM DENTRO DO VAREJO, DESTACANDO SEUS OBJETIVOS E SUAS CONQUISTAS. OS RESULTADOS ALCANÇADOS ATRAVÉS DA ANÁLISE DE ALGUNS “CASES” E INSTIGAR A MIGRAÇÃO DOS INVESTIMENTOS DA PROPAGANDA PARA AÇÕES DENTRO DO PDV SUBSTITUINDO O ESFORÇO DE AUMENTAR O NÚMERO DE PESSOAS DENTRO DO PDV PARA O AUMENTO DO TICKET MÉDIO DE COMPRA DO CONSUMIDOR.
A ARTE DE EXIBIR MERCADORIAS TAMBÉM SE MISTURA E SE INSPIRA NESSA MÁXIMA. ACREDITO QUE SEJA AÍ O PONTO DE PARTIDA PARA O MERCHANDISING, QUE AINDA APRESENTA UMA SÉRIE DE TESES QUANTO AO SEU VERDADEIRO CONCEITO. FATO É QUE A ARTE DE MOSTRAR, FEITA COM CRITÉRIOS, BEM PENSADA, BEM LOCALIZADA E COM PITADAS DE BOA COMUNICAÇÃO DIRETA AO PÚBLICO A QUE SE DESTINA, NÃO DEIXA NENHUM PRODUTO ESTACIONADO EM GÔNDOLAS, PRATELEIRAS, ILHAS OU PILHAS. SE VOCÊ SABE O POSICIONAMENTO QUE O PRODUTO EM QUESTÃO DESEJA OCUPAR NA MENTE DO CONSUMIDOR, EIS AÍ UM GRANDE DILEMA, POIS O QUE NÃO FALTA É INSTRUMENTO DE COMUNICAÇÃO PARA ATINGIR TAL FEITO.
PONTOS NECESSÁRIOS PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE AÇÃO
JUNTAR TODAS AS LISTAS DE AÇÕES DO QUE PRECISA SER FEITO NO PONTO DE VENDA, AVALIAR AS PRIORIDADES E O GRAU DE IMPORTÂNCIA DE CADA ITEM, CONSIDERAR OS RECURSOS DISPONÍVEIS E CUSTOS, E POR ULTIMO PROGRAMAR A IMPLEMENTAÇÃO.
SEMPRE FICAR ATENTO A DATAS COMEMORATIVAS, POIS EXIGE MUDANÇAS NO PLANO.
PLANEJAMENTO ESTRATEGICO DAS AÇÕES
IMAGEM, LAYOUT, APRESENTAÇÃO, SINALIZAÇÃO, CENÁRIO, EVENTOS.
AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DAS CAMPANHAS
VOLUME DE VENDAS
CRESCIMENTO DE NOVOS CLIENTES
FLUXO DE PESSOAS NO ESTABELECIMENTO
CONHECIMENTO DA MARCA (PESQUISA)
COMPREENSÃO DA MENSAGEM DA CAMPANHA
MUDANÇAS DE ATITUDE EM RELAÇÃO AO PRODUTO
PERCEPÇÃO DA MARCA/EMPRESA/SERVIÇO
INTENÇÕES DE COMPRA.
VALE CITAR QUE O GRANDE DIFERENCIAL ENTRE UMA EMPRESA E OUTRA É A SUA CAPACIDADE DE COMUNICAR E SE RELACIONAR COM OS SEUS DIVERSOS PÚBLICOS, O QUE, CERTAMENTE, PERMITE A COMPETIÇÃO E A PREFERÊNCIA NA SUA REGIÃO.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Merchandising no ponto de venda
MERCHANDISING
Merchandising: Técnicas
Estes dois conceitos que também fazem parte do marketing mix são constantemente confundidos, mas apesar de estarem na maiorias das vezes acompanhados tem conceitos próprios e funções específicas.
O Merchandising está acima da promoção de vendas e pode até usar dela para ampliar sua estratégia. Na verdade o Merchandising é a soma da ação promocional com o material de ponto de venda. O primeiro acrescenta benefício para o produto por um tempo determinado e o segundo tem duração indeterminada e pode até durar anos (BLESSA, 2001).
Inicialmente o conceito de merchandising era somente o material promocional aplicado no PDV para destaque de um produto, preço ou promoção. Com o passar do tempo alguns autores resolveram tratar o merchandising como toda ação em o que o nome ou o produto aparecem em situações que não sejam específicas de publicidade ou propaganda. E assim os comerciais ao vivo nos programas, o uso de alguma marca por um personagem de novela ou uma simples aparição da TV com uma camisa promocional virou Merchandising.
Mas merchandising é muito mais do que isso, segundo Blessa (2001, p18),
Merchandising é qualquer técnica, ação ou material promocional usado no ponto-de-venda que proporcione informação e melhor visibilidade a produtos, marcas ou serviços, com o propósito de motivar e influenciar as decisões de compra dos consumidores.
Ainda segundo Blessa a exibitécnica é a principal ferramenta do merchandising que tem por finalidade expor da melhor forma o produto para facilitar sua aquisição e alguns pontos são fundamentais como:
• destaque em relação aos outros produtos;
• destaque em relação ao ambiente;
• exposição em locais de fluxo de tráfego;
• posicionamento ao alcance do olhar (ângulo visual);
• exposição de forma acessível;
• exposição em quantidade suficiente;
Mas não basta somente que o produto esteja perfeitamente enquadrado dentro da exibitécnica se o local não é propício para a compra. Para isso então é necessário a criação de uma atmosfera de compra e alguns fatores contribuem para isso como: música ambiente, som, perfume ou aroma característicos, iluminação, cores, decoração, ambientação de cada seção, ar condicionado, plantas, aspecto e uniforme dos funcionários, atendimento e “sorriso” dos funcionários, pilhas de promoções, ofertas, vitrines, arquitetura e muitos outros mais.
Além das técnicas de merchandising não podemos deixar de destacar os materiais que dão suporte as ações como: displays ilha, de ponta de gôndola, de parede, de canto, de balcão, faixa de gôndola, móbile, cartazetes, stopper e wobbler, luminosos, relógios digitais de parede, indicadores, balões, letreiros, bandeirolas, stands, manequins, estandartes, banners, adesivos, take one com folhetos, bandejas de degustação e balcões entre outros.
Contudo existem três critérios que devem nortear a criação dos materiais que irão compor o Merchandising: a criatividade, a originalidade e a funcionalidade.
Em síntese o Merchandising tem como principais objetivos, aumentar as vendas por impulso, criar um elo entre a propaganda e o produto no PDV, atrair a atenção do consumidor, apresentar o produto de forma mais atraente e realizar melhor a promoção e identificação da marca ou produto.
A compra impulsiva no verdadeiro sentido da palavra, provocada pela percepção, pela vista e ouvido, no sentido da busca do produto irresistível de possuí-lo imediatamente.
A ocorrência de compras por impulso pode gerar distintos tipos de consequências para o consumidor.
Ele pode efetuar julgamentos sobre a propriedade de realizar compras impulsivas em determinada situação de consumo, gerando emoções positivas – entusiasmo, alegria, orgulho – ou negativas – culpa irritação.
Os administradores já não se predem em apenas expor produtos da necessidade diária de uma pessoa, mas sim, ter uma enorme variação de produto exposto. Assim o consumidor será atraído ligeiramente. Também deve cuidar da iluminação, aroma, som, cores do ambiente, onde o comprador se sinta importante e caminhe lentamente pelo local da compra.
O consumidor tem o poder da escolha, mas sempre acaba levando os produtos que geralmente levam para casa toda semana.
Merchandising: Técnicas
Estes dois conceitos que também fazem parte do marketing mix são constantemente confundidos, mas apesar de estarem na maiorias das vezes acompanhados tem conceitos próprios e funções específicas.
O Merchandising está acima da promoção de vendas e pode até usar dela para ampliar sua estratégia. Na verdade o Merchandising é a soma da ação promocional com o material de ponto de venda. O primeiro acrescenta benefício para o produto por um tempo determinado e o segundo tem duração indeterminada e pode até durar anos (BLESSA, 2001).
Inicialmente o conceito de merchandising era somente o material promocional aplicado no PDV para destaque de um produto, preço ou promoção. Com o passar do tempo alguns autores resolveram tratar o merchandising como toda ação em o que o nome ou o produto aparecem em situações que não sejam específicas de publicidade ou propaganda. E assim os comerciais ao vivo nos programas, o uso de alguma marca por um personagem de novela ou uma simples aparição da TV com uma camisa promocional virou Merchandising.
Mas merchandising é muito mais do que isso, segundo Blessa (2001, p18),
Merchandising é qualquer técnica, ação ou material promocional usado no ponto-de-venda que proporcione informação e melhor visibilidade a produtos, marcas ou serviços, com o propósito de motivar e influenciar as decisões de compra dos consumidores.
Ainda segundo Blessa a exibitécnica é a principal ferramenta do merchandising que tem por finalidade expor da melhor forma o produto para facilitar sua aquisição e alguns pontos são fundamentais como:
• destaque em relação aos outros produtos;
• destaque em relação ao ambiente;
• exposição em locais de fluxo de tráfego;
• posicionamento ao alcance do olhar (ângulo visual);
• exposição de forma acessível;
• exposição em quantidade suficiente;
Mas não basta somente que o produto esteja perfeitamente enquadrado dentro da exibitécnica se o local não é propício para a compra. Para isso então é necessário a criação de uma atmosfera de compra e alguns fatores contribuem para isso como: música ambiente, som, perfume ou aroma característicos, iluminação, cores, decoração, ambientação de cada seção, ar condicionado, plantas, aspecto e uniforme dos funcionários, atendimento e “sorriso” dos funcionários, pilhas de promoções, ofertas, vitrines, arquitetura e muitos outros mais.
Além das técnicas de merchandising não podemos deixar de destacar os materiais que dão suporte as ações como: displays ilha, de ponta de gôndola, de parede, de canto, de balcão, faixa de gôndola, móbile, cartazetes, stopper e wobbler, luminosos, relógios digitais de parede, indicadores, balões, letreiros, bandeirolas, stands, manequins, estandartes, banners, adesivos, take one com folhetos, bandejas de degustação e balcões entre outros.
Contudo existem três critérios que devem nortear a criação dos materiais que irão compor o Merchandising: a criatividade, a originalidade e a funcionalidade.
Em síntese o Merchandising tem como principais objetivos, aumentar as vendas por impulso, criar um elo entre a propaganda e o produto no PDV, atrair a atenção do consumidor, apresentar o produto de forma mais atraente e realizar melhor a promoção e identificação da marca ou produto.
A compra impulsiva no verdadeiro sentido da palavra, provocada pela percepção, pela vista e ouvido, no sentido da busca do produto irresistível de possuí-lo imediatamente.
A ocorrência de compras por impulso pode gerar distintos tipos de consequências para o consumidor.
Ele pode efetuar julgamentos sobre a propriedade de realizar compras impulsivas em determinada situação de consumo, gerando emoções positivas – entusiasmo, alegria, orgulho – ou negativas – culpa irritação.
Os administradores já não se predem em apenas expor produtos da necessidade diária de uma pessoa, mas sim, ter uma enorme variação de produto exposto. Assim o consumidor será atraído ligeiramente. Também deve cuidar da iluminação, aroma, som, cores do ambiente, onde o comprador se sinta importante e caminhe lentamente pelo local da compra.
O consumidor tem o poder da escolha, mas sempre acaba levando os produtos que geralmente levam para casa toda semana.
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